Psicodelismos em prosa

À Quintana:

E todos aquilos
que um dia atravancaram o meu corpinho
(...)

Eles passaram.
Eu passarinho! v.V

_Aline, 21/03/2015.



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domingo, 30 de novembro de 2014

das conjugações verbais



temo
mas quero te(A)mar

deixa ?



_Aline, 30/11/2014.
_para um "arcanjo" tímido



Cena do filme O Segredo dos Seus Olhos



domingo, 30 de setembro de 2012

Carta ao poeta

Sabe, Manuel

aqui não é Pasárgada
não sou amiga do rei
não faço ginástica
não ando de bicicleta
não monto burro brabo

e ainda preciso pintar a cara se quiser ter o pão

mas quando de noite fico triste
- com vontade de me matar - 

finjo que não noto o rodopiar desvairado dos ponteiros do relógio
paro o tempo
ao meu prazer
como se fosse eu
amiga do rei

ouço o cantar ensurdecedor dos pássaros de lata
como se ouvisse Vinícius proseando
- para uma menina com uma flor - 

É, Manuel

aqui não é como em Pasárgada
não sou amiga do rei
não tenho tudo o que quero
não é outra civilização 

e tampouco há modo seguro pra impedir a má educação

mas quando de repente fico triste
- triste de não ter jeito - 

re-invento-me amiga do rei
pinto-me de poeta
e descubro que sou feliz
assim

Poeta (!)

(Aline Barra - 30/09/2012)


Imagem do filme O Palhaço, de Selton Mello

"o gato bebe leite
o rato come queijo
e eu sou palhaço!"


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

[cor]respondência sem remetente com destinatário ausente



Sim estou contente re-alicerçando os planos pouco mudou com o tempo

passado

talvez a cor do céu mas o nó na garganta ainda

sufoca

a vida e o nosso amor o que será [?]

...

(Aline Barra - 31/08/2012)


*** Breve diálogo com a canção de Thiago Pethit: http://www.youtube.com/watch?v=pXBIWw185oY&fb_source=message

domingo, 20 de maio de 2012

Carta a São Paulo



Amores mal criados...

Não os quero mais.
Decidi investir em casamento.

Já aproximei o sol com a lua
O barroco com a renascença
E até o queijo com a goiabada

De Cupido a alvo
Recebi teu bouquet

Compreendi o recado
:
é hora de casar

Minhas montanhas e tua garoa
Minha sede e o teu desvario

Tua verticalidade com o meu horizonte

Sim!
Prometo ser fiel
[à minha poesia na tua pauliceia]

Até que soprem novos ventos...


(Aline Barra - 20/05/2012)